quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Para matar a curiosidade

Logicamente todo mundo que já viu o blog está louco pra ler trechos do livro.
Então, resolvi postar um dos meus favoritos :)
É um dialogo entre Araken e Golden, espero que gostem.

"-Tem viso alguma coisa por esses dias? Há tempos que não nos falamos. Alguma novidade?
 -Sim senhora. Vimos demônios perambulando próximo à fronteira sul ontem a noite, quando a lua já alcançava o centro do céu.
 -Quantos eram?
 -Três, e dos grandes! Um negro, um vermelho e um de correntes. Ficaram olhando o Castelo por um bom tempo. Quando as sentinelas os avistaram, mandaram me chamar. Reuni minha matilha e pedi que a patrulha-fixa ficasse de prontidão. Alguns dos meus deixaram seus postos, com medo. Os mais novos, alias. Foram punidos depois disso...
 -Por que não deu o alarme? Por que não me chamou?
 -Não achei necessário incomoda-la, minha senhora. Os 3 ficaram apenas olhando por tempo, mas depois desapareceram. Ficamos em alerta durante toda a noite, sem deixar os postos por nada. Mas não vimos mais nada de anormal, nem nós e nem a patrulha-fixa.
 -Deveria me chamar quando coisas assim acontecem! Sou responsável pela segurança de Saratin e você, junto com os seus, fazem parte do meu exercito! Devem trabalhar comigo e não sozinhos. Somos uma equipe e uma equipe não trabalha sozinha!
 -Sim senhora.
 -Reúna sua matilha e deixe claro que, independente do grau de perigo, devo ser avisada se algo anormal acontecer dentro e fora de nossas fronteiras. Fui clara?
 -Sim senhora.

Agatha observava de longe. Pelo que percebera, Golden estava tendo uma conversa seríssima com um lobo. Mas não era qualquer lobo: aquele era um dos lobos da guarda de Saratin. Golden, em pé, olhava nos grandes olhos amarelos do animal e, entre ganidos e choramingos, o lobo parecia responder toda aquela língua estranha que Golden falava.
       -Deseja que eu mande a mensagem para a patrulha-fixa?
       -Não, não será necessário. Reunirei a Ordem daqui a alguns minutos e eles ficarão                                           encarregados de darem as coordenadas para o restante da guarda. Enquanto isso, pode ir. E não se esqueça do que conversamos.
       -Sim, minha senhora. Até breve.
       -Até.
Agatha, encolhida entre as folhas, tentava entender o que a irmã dizia ao lobo, quando o viu fazer uma grande reverencia e sair. O medo do grande animal a fez recuar e fazer um barulho ao esbarrar nas folhas.
 -O que faz ai bisbilhotando as minhas conversas? –Perguntou Golden após ouvir o barulho. –O que foi que você ouviu?
 -Ouvi um lobo choramingado e uma língua estranha. Que diabos era aquilo, Golden, e que lobo era aquele?
Golden riu[...]"

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